Por dentro do GM: A Popa
- Anna Karen Moraes Salomon
- 27 de nov. de 2025
- 3 min de leitura
A popa do Leopard PC46 é ampla, confortável e funcional, projetada para integrar o espaço externo com o interior e atender tanto às atividades de convivência — como refeições e conversas ao final do dia — quanto às rotinas práticas de atracagem e manutenção dos motores.
É por ali que se embarca através dos "sugar scoops", duas escadas largas de três degraus, uma em cada casco, que levam do espelho de popa até o salão de popa.
No sugar scoop de bombordo fica a escada dobrável que, aberta, dá acesso direto à água. É por ela que descemos e subimos no barco quando nadamos no mar. Também serve de apoio na hora de subir e descer do bote, já que todo mundo acaba usando esse ponto como suporte na hora de dar o primeiro passo entre o barco e o dinghy.
No sugar scoop de boreste fica uma passarela (gangway) fixa e retrátil. Esse não é um item padrão da Leopard, mas optamos por instalá-la para facilitar o embarque e desembarque quando estamos atracados com a popa paralela ao pier de marinas ou portos. É um recurso muito útil, que traz mais segurança e comodidade no dia a dia.
O salão de popa é coberto e protegido, com passagem direta para a área interna do barco, criando uma área social central que conecta o mar à vida a bordo.
O espaço vem com mesa para até oito pessoas, assentos confortáveis e duas cadeiras do tipo “diretor de cinema”. Optamos pela mesa de teka, que esteticamente é mais charmosa e elegante que a opção de fibra fornecida de fábrica.
Ao abrir os assentos do sofá, há acesso a quatro paineiros bem espaçosos. Usamos esses compartimentos para guardar itens de atracagem (cabos, mangueiras, cabos elétricos de shore power e acessórios) e materiais de limpeza.
O cockpit de popa conta também com um pequeno balcão a bombordo, onde deixamos cestas com toalhas e itens de uso frequente para o banho de mar.
O piso dessa área é de teka sintética, escolhida tanto pelo visual mais elegante quanto pela praticidade de limpeza e manutenção.
No costado adicionamos alguns acessórios que ajudam no uso e organização dos cabos, tanto na atracagem quanto na hora de guardá-los (confira aqui).
Ali embaixo do piso fica a casa de máquinas, ampla, bem ventilada e organizada para tornar a manutenção algo simples e direto. Cada motor ocupa um compartimento próprio, com espaço suficiente para circular e alcançar facilmente filtros, mangueiras, correias, alternadores e separadores de água e combustível. Tubulações identificadas, chicotes bem fixados, bombas de porão acessíveis e isolamento acústico eficiente reforçam a sensação de ordem e segurança. O acesso por tampas amplas no piso do cockpit (entre o sofá e o costado) facilita entrar e sair sem esforço. A casa de máquina ainda tem um bom espaço para acomodar caixas de PVC onde ficam guardados materiais de manutenção e peças de reposição. É um ambiente técnico planejado com lógica e praticidade, essencial para quem vive longos períodos a bordo (confira aqui).
Por fim, é na popa que fica a plataforma do bote, projetada para suportar o dinghy com firmeza durante as navegações e manobras de atracação. Quando o bote é retirado e a plataforma é abaixada, ela desce até tocar a superfície do mar, ficando parcialmente submersa. Isso cria uma área prática para uso no dia a dia: funciona como ponto estável para entrar e sair da água e também como superfície para sentar ou deitar ao sol enquanto parte do corpo permanece em contato com o mar. É um recurso funcional, que amplia o uso da popa e traz mais versatilidade ao barco.
Como conjunto, toda a área de popa do Leopard PC46 combina praticidade, conforto e eficiência, permitindo que tarefas do cotidiano e momentos de lazer aconteçam de forma natural, organizada e segura. A integração entre espaços sociais, áreas técnicas e pontos de acesso à água torna esse setor do barco um dos mais importantes para quem vive a bordo por longos períodos.



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