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Antártica Dia 11: Deception Island - Whalers Bay

  • 12 de fev.
  • 2 min de leitura

Antártica Dia 11 - Deception Island, Whalers Bay

A gente chegou a um dos pontos mais icônicos da Antártica: Deception Island.

O nome vem do inglês e não significa decepção, e sim enganação.

E faz todo sentido. De fora, parece só mais uma ilha gelada, fechada, sem grandes surpresas.


A virada acontece quando o barco atravessa Neptune’s Bellows, uma fenda estreita entre rochas, e entra na baía de Port Foster. Tudo muda de repente. Lá dentro surge uma baía enorme e protegida, que na verdade é a cratera inundada de um vulcão ativo, completamente invisível para quem observa a ilha à distância.

No início do século XIX, esse abrigo natural foi usado por caçadores de focas, interessados na extração do couro e da gordura. Já no começo do século XX, a ilha virou um importante centro baleeiro. Foi em Whalers Bay, uma enseada dentro de Port Foster, que funcionou a principal estação industrial, e as estruturas abandonadas espalhadas pela praia ainda contam bem essa fase.


Na década de 60, o vulcão resolveu lembrar que nunca esteve adormecido de verdade. Erupções em 1967 e 1969 obrigaram a evacuação imediata da ilha, deixando prédios, tanques e equipamentos exatamente como ficaram.

Desembarcar e caminhar por aqui é uma experiência única. Areia preta quente sob os pés, vapor saindo do chão, manchas avermelhadas nas montanhas causadas pela ferrugem das rochas e, ao redor, gelo e focas e pinguins reforçando que esse cenário fica nos confins do mundo.


Deception Island, na Antártica, é exatamente isso: um lugar onde fogo e gelo dividem o mesmo espaço. Vale entrar para sua listinha!


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