Japão: Hiroshima e Miyajima
- Anna Karen Moraes Salomon
- 30 de nov. de 2025
- 12 min de leitura
Hiroshima e Miyajima formam um dos conjuntos mais emblemáticos do Japão. De um lado, a cidade onde caiu a primeira bomba atômica, hoje símbolo mundial da paz, da reconstrução e da capacidade humana de recomeçar. Do outro, uma ilha sagrada, onde o torii vermelho parece flutuar sobre o mar. Juntas, revelam dois extremos da alma japonesa — a força diante da adversidade e a serenidade espiritual diante da natureza.

Como ficam muito próximas, costumam fazer parte de um mesmo roteiro: quem chega a Hiroshima não deve deixar de conhecer Miyajima. Poucos lugares no Japão equilibram tão bem emoção e beleza quanto essas duas cidades.
Hiroshima desperta reflexão e admiração em igual medida. Caminhar por suas ruas largas e tranquilas é sentir o peso da história e, ao mesmo tempo, a leveza de uma cidade que se reconstruiu com propósito. O Parque Memorial da Paz comove pelo silêncio e pelo simbolismo, enquanto o Museu da Paz ajuda a compreender a dimensão humana por trás dos fatos de 1945. Mas Hiroshima é muito mais do que um local de lembrança — é uma cidade vibrante, moderna, cheia de arte, bons restaurantes e um espírito acolhedor.
A travessia até Miyajima, a ilha dos deuses, revela um cenário completamente diferente. Lá, cervos caminham livremente entre templos vermelhos e o torii flutuante do Santuário de Itsukushima domina a paisagem. O contraste é marcante: Hiroshima representa a força humana; Miyajima, a harmonia natural. Juntas, contam uma história de fé, resiliência e beleza — uma síntese perfeita da essência japonesa.
Na gastronomia, um prato se destaca: o okonomiyaki de Hiroshima, preparado em camadas e grelhado na chapa, é o sabor que melhor traduz a identidade da cidade — simples, forte e surpreendente.
Hiroshima e Miyajima são destinos que tocam a alma e permanecem na memória, lembrando que mesmo das maiores destruições podem nascer lugares de paz e de profunda beleza.
Onde fica Hiroshima
Hiroshima está localizada na região de Chūgoku, no sudoeste da ilha principal de Honshu. É a capital da província de Hiroshima e fica a cerca de 800 km de Tóquio (aproximadamente 4 horas de viagem no trem-bala Shinkansen) e 330 km de Osaka (cerca de 1h30 de trem). Fica próxima também de cidades como Okayama e Iwakuni, com fácil acesso por linha férrea.
A ilha de Miyajima (oficialmente Itsukushima) está a 20 km do centro de Hiroshima, acessível por trem até Miyajimaguchi (30 min) e ferry (10 min).

Significado do nome "Hiroshima"
O nome “Hiroshima” (広島) é formado pelos ideogramas hiro (largo, vasto) e shima (ilha), significando “ilha larga”. A origem vem da geografia do local, já que a cidade foi construída sobre ilhotas formadas pelos deltas do rio Ōta, que se espalha por sete braços antes de chegar ao Mar Interior de Seto.
“Miyajima” (宮島) significa “ilha do santuário”, referência direta ao sagrado Itsukushima-jinja, que domina a paisagem e simboliza a conexão entre natureza e espiritualidade.
Um pouco da história de Hiroshima e Miyajima
A fundação de Hiroshima remonta a 1589, quando o senhor feudal Mōri Terumoto construiu um castelo às margens do rio Ōta, dando origem a uma pequena cidade fortificada.
Durante o período Edo (1603–1868), passou ao controle do clã Asano, que governou a região por mais de 250 anos, transformando Hiroshima em um centro próspero de administração e comércio.
Com a Restauração Meiji em 1868, Hiroshima tornou-se uma importante base militar e portuária. No final do século XIX, desempenhou papel estratégico nas guerras sino-japonesas e russo-japonesas, consolidando sua relevância econômica e política.
No início do século XX, a cidade era símbolo de progresso industrial e urbanização. Esse desenvolvimento, porém, também a tornou alvo durante a Segunda Guerra Mundial. Em 6 de agosto de 1945, às 8h15 da manhã, a bomba atômica “Little Boy” explodiu sobre o centro da cidade, destruindo 90% das construções e matando mais de 70 mil pessoas instantaneamente.
Nos anos seguintes, Hiroshima iniciou um processo de reconstrução admirável. Em 1949, foi declarada “Cidade da Paz”, e o Parque Memorial da Paz foi criado como um espaço de memória e reflexão. A partir da década de 1960, a economia voltou a florescer com a instalação de indústrias, universidades e infraestrutura moderna.
Hoje, Hiroshima é uma metrópole com cerca de 1,2 milhão de habitantes, referência mundial em educação para a paz, turismo histórico e culinária local. Sua história permanece viva em cada esquina, mas o olhar da cidade está voltado para o futuro, apoiado em tecnologia, sustentabilidade e cultura.
Miyajima, por outro lado, permaneceu intocada. Desde o século VI é considerada território sagrado do xintoísmo. O Santuário de Itsukushima, fundado no século XII, foi construído parcialmente sobre o mar para respeitar a pureza da ilha.
Hoje, Hiroshima e Miyajima se complementam: a primeira representa a força humana diante da destruição; a segunda, o equilíbrio espiritual diante da natureza. Juntas, expressam o ciclo de destruição, reconstrução e contemplação que define grande parte da filosofia japonesa.
Um resumo sobre a bomba atômica em Hiroshima
Por que Hiroshima foi escolhida como alvo: Em 1945, o Japão ainda resistia à guerra e recusava rendição incondicional. Os Estados Unidos procuravam uma cidade que combinasse importância militar e impacto simbólico. Hiroshima, sede do 2º Exército Japonês e de fábricas que apoiavam o esforço bélico, apresentava terreno plano e ainda não havia sido destruída por bombardeios convencionais — características que a tornavam “ideal” para medir os efeitos da nova arma. Kyoto chegou a ser considerada, mas foi retirada da lista; Hiroshima acabou sendo o alvo primário, seguido por Nagasaki.
A bomba “Little Boy” - tamanho, nome e poder desproporcional: A bomba lançada sobre Hiroshima recebeu o nome de “Little Boy” (“Garotinho”) por causa do formato alongado e estreito, diferente da bomba de plutônio mais robusta usada em Nagasaki, chamada “Fat Man” (“Homem Gordo”). Pesando cerca de 4 toneladas, com apenas 3 metros de comprimento e 71 centímetros de diâmetro, ela carregava apenas 64 kg de urânio-235, dos quais menos de 1 kg realmente sofreu fissão nuclear — o suficiente para liberar uma energia equivalente a 15 mil toneladas de TNT. O nome “Little Boy”, quase irônico, contrastava com o poder devastador de uma arma pequena o bastante para ser transportada por um único avião, mas capaz de destruir uma cidade inteira em segundos.
O dia do ataque: Na manhã de 6 de agosto de 1945, o bombardeiro B-29 Enola Gay partiu da base de Tinian e sobrevoou Hiroshima sob céu limpo. Às 8h15, “Little Boy” foi lançada, explodindo a cerca de 600 metros de altitude, diretamente sobre o centro da cidade. O ponto de mira era a ponte Aioi, mas a detonação ocorreu ligeiramente adiante, sobre o Hospital Shima, próximo ao local hoje conhecido como Genbaku Dome.
O impacto imediato: A luz branca que se seguiu cegou instantaneamente quem olhava na direção da explosão. O calor gerado ultrapassou 3.000 °C, e a onda de calor vaporizou ou queimou tudo em um raio de dois quilômetro em torno do epicentro. Em menos de um minuto, Hiroshima deixou de existir como cidade estruturada, transformando-se em um cenário de silêncio, fogo e ruínas. Cerca de 70 mil pessoas morreram instantaneamente. Edifícios foram destruídos e incêndios se espalharam por toda a cidade. Nos meses seguintes, outros milhares morreram em consequência de queimaduras, ferimentos e radiação. Poucos lugares no mundo testemunharam uma destruição tão total.
A Chuva Negra: Minutos depois da detonação, uma precipitação escura começou a cair sobre Hiroshima e arredores. Essa “chuva negra” — formada por fuligem, poeira radioativa e vapor condensado — durou cerca de 20 a 30 minutos, atingindo principalmente bairros ao norte e oeste do centro. As partículas radioativas misturadas à água contaminavam roupas, ferimentos e reservatórios, e muitos sobreviventes acabaram ingerindo ou inalando esses resíduos sem saber do risco. Nas semanas e meses seguintes, surgiram casos de náusea, febre, perda de cabelo e infecções graves, seguidos, anos depois, por doenças crônicas e cânceres entre os que haviam sido expostos. A chuva negra se tornou um dos símbolos mais tristes dos efeitos invisíveis da bomba — um lembrete de que a destruição não terminou no momento da explosão.
O que aconteceu com a radioatividade: Como a bomba explodiu no ar, a cerca de 600 metros do solo, a maior parte da radiação se dispersou rapidamente na atmosfera em vez de se concentrar no terreno. Isso fez com que Hiroshima não se tornasse uma cidade permanentemente contaminada, ao contrário do que ocorre em acidentes nucleares como Chernobyl, onde o material radioativo entrou em contato direto com o solo e se espalhou por longos períodos. Em Hiroshima, os níveis de radiação ambiental caíram drasticamente nos primeiros dias, e a cidade pôde iniciar sua reconstrução poucas semanas depois.
Os primeiros passos da recuperação: Apesar do cenário de ruínas, a recuperação começou surpreendentemente rápido. Linhas de bonde voltaram a funcionar apenas três dias após o bombardeio, e sobreviventes começaram a reconstruir abrigos improvisados. Essa resposta rápida simbolizou a força e a determinação de quem permaneceu vivo.
A reconstrução da cidade: Em 1949, Hiroshima foi oficialmente declarada “Cidade da Paz”. Uma lei especial destinou recursos para transformar o centro destruído em um memorial dedicado à vida, e não à vingança. O Parque Memorial da Paz e o Museu da Paz nasceram nesse espírito, com avenidas amplas e áreas verdes desenhadas para lembrar que o futuro deve ser aberto, luminoso e livre de guerra.
A reflexão japonesa sobre o próprio papel na guerra: O que chama atenção em Hiroshima é a maneira como o Japão encarou sua história. Nos textos e exposições do Museu da Paz, há o reconhecimento de que o bombardeio não foi apenas resultado da decisão americana, mas também consequência das políticas expansionistas e militaristas inadequadas adotadas pelo próprio Japão nas décadas anteriores. Essa visão, rara entre países que sofreram ataques, mostra um senso coletivo de responsabilidade: o entendimento de que a tragédia pode servir para aprender com os próprios erros.
Da tragédia à aliança com os Estados Unidos: Após a rendição em agosto de 1945, o Japão foi ocupado pelos EUA sob comando do general MacArthur. O período de reconstrução foi marcado por reformas profundas: nova constituição, democracia parlamentar e renúncia formal à guerra. Com o tempo, os antigos inimigos se tornaram aliados estratégicos — os EUA ajudaram financeiramente na recuperação industrial e, em troca, estabeleceram bases militares no país. Essa relação, embora complexa, moldou o Japão moderno: uma nação que se reergueu não pela força, mas pela educação, tecnologia e diplomacia.
O legado e a missão de Hiroshima no mundo atual: Hoje, Hiroshima não é apenas símbolo de renascimento, mas um verdadeiro centro global de educação pela paz. A cidade transformou o epicentro da destruição em um lugar dedicado a informar, sensibilizar e inspirar novas gerações para que nenhuma bomba atômica volte a ser usada. O Museu e o Parque Memorial da Paz recebem milhões de visitantes todos os anos, entre estudantes, líderes e viajantes do mundo inteiro, promovendo reflexão e diálogo sobre os efeitos humanos e éticos da guerra. O Genbaku Dome, mantido exatamente como ficou após a explosão, é um testemunho silencioso do que aconteceu — e do que nunca deve se repetir. Mais do que lamentar o passado, Hiroshima escolheu enfrentá-lo com coragem e maturidade, transformando a própria tragédia em um compromisso permanente com o futuro da humanidade.
Curiosidades sobre Hiroshima e Miyajima
HIROSHIMA
O aprendizado humano transmitido no Museu da Paz: Visitar o Museu Memorial da Paz de Hiroshima é uma experiência que vai além da história militar. Cada sala foi concebida para ensinar por meio da empatia, não do choque. Fotografias, objetos derretidos pelo calor e depoimentos pessoais de sobreviventes mostram o impacto humano da bomba em rostos, famílias e gestos cotidianos. Não há ênfase no ódio ou na vingança — apenas um convite à compreensão das consequências reais da guerra. O visitante percebe que o museu não fala apenas sobre Hiroshima, mas sobre toda a humanidade. A dor ali preservada tem um propósito: educar para que ninguém mais precise aprender da mesma forma. Ao sair, o que permanece não é apenas a tristeza, mas o senso de responsabilidade coletiva diante do poder das armas e do valor da vida.
Aioi Bridge: foi o ponto visado para o lançamento da bomba por ter formato em “T”, facilmente identificável do ar.


Genbaku Dome: única estrutura próxima ao hipocentro que permaneceu parcialmente de pé e foi mantida como símbolo da paz

Lanternas da Paz: todos os anos, em 6 de agosto, milhares de lanternas são lançadas no rio Ōta durante a cerimônia em memória das vítimas.

Flor de crisântemo: a flor do crisântemo é o símbolo da cidade e representa renascimento e superação.
Cidade da Paz: em 1949, Hiroshima foi oficialmente declarada “Cidade da Paz” pelo governo japonês.
Reconstrução: em menos de 20 anos após a guerra, Hiroshima já havia recuperado quase toda sua estrutura urbana.
Beisebol local: o time Hiroshima Carp é o time mais querido da região e orgulho dos moradores.
Hiroshima no cinema: foi cenário do clássico “Hiroshima Mon Amour” (1959), de Alain Resnais.
Culinária: o okonomiyaki “estilo Hiroshima” é feito em camadas e grelhado na chapa, diferente da versão de Osaka, onde tudo é misturado.

Símbolo floral: o crisântemo, flor do renascimento e da longevidade, é o emblema oficial da cidade.
MIYAJIMA
Torii flutuante: com 16 metros de altura, o portão vermelho parece emergir do mar na maré alta e pode ser alcançado a pé na maré baixa.
Cervos sagrados: os cervos que circulam livremente pela ilha são considerados mensageiros dos deuses no xintoísmo.
Santuário de Itsukushima: construído sobre pilares de madeira no século XII, o templo foi projetado para não “tocar” a terra sagrada da ilha.
Monte Misen: abriga templos budistas e o fogo eterno de Reikado, que, segundo a tradição, queima há mais de 1.200 anos.
Rua Omotesando: concentra lojas e bancas de comida; as ostras grelhadas e o momiji manju (bolinho em forma de folha de bordo) são imperdíveis.
Tradição de hospedagem: dormir em um ryokan (pousada tradicional) na ilha é uma das experiências mais autênticas da região.
Regiões e áreas de interesse em Hiroshima e Miyajima
Centro e Parque da Paz: coração histórico e simbólico, com museus, monumentos e áreas verdes.
Hondori e área da estação: principais zonas comerciais e gastronômicas, com fácil acesso aos bondes e trens.
Castelo e Shukkeien: região que mistura natureza e história.
Miyajima: ilha próxima, com o torii flutuante e o santuário de Itsukushima, um dos locais mais sagrados do Japão.
O que ver em Hiroshima e Miyajima
Segue uma sugestão das atrações que visitamos ou foram indicadas para ver na cidade, considerando a relevância turística de 1 a 5, sendo 1 imperdível e 5 apenas para interesses específicos ou se sobrar tempo.
HIROSHIMA
Parque Memorial da Paz: jardins, memoriais e monumentos em homenagem às vítimas ( memorial ) ( Centro ) ( 1 )
Hiroshima Peace Memorial Museum: exposições impactantes sobre os efeitos da bomba atômica (museu histórico) (Centro) (1)
Cenotáfio Memorial da Paz: monumento em homenagem às vítimas (memorial) (Centro) (1)
Hypocenter Monument: ponto exato da explosão aérea (marco histórico) (Centro) (2)
Atomic Bomb Dome (Genbaku Dome): ruína preservada e símbolo da paz (patrimônio mundial) (Centro) (1)
Orizuru Tower: observatório e espaço interativo (mirante) (Centro) (3)
Hiroshima Castle: reconstrução do castelo original de 1589 com museu interno ( museu e mirante ) ( Castelo ) ( 2 )
Shukkeien Garden: jardim do século XVII com lago e pontes (jardim japonês) (Centro) (3)
Rua Hondori: rua coberta com lojas, cafés e vida urbana ( vida urbana ) ( Centro ) ( 3 )
Museu de Arte de Hiroshima: obras japonesas e europeias ( arte moderna ) ( Centro ) ( 4 )
Estádio Mazda Zoom-Zoom: casa do Hiroshima Carp ( esporte ) ( Higashi Ward ) ( 4 )
MIYAJIMA
Santuário de Itsukushima: torii flutuante e templos sagrados (patrimônio mundial) (Miyajima) (1)
Monte Misen: trilhas, templos e mirante panorâmico (natureza / espiritualidade) (Miyajima) (2)
Rua Omotesando: lojinhas, ostras grelhadas e lembranças (vida local) (Miyajima) (3)
Templo Daisho-in: escadarias e centenas de pequenas estátuas (templo budista) (Miyajima) (3)
Aquário de Miyajima: fauna marinha do mar Interior de Seto (atração familiar) (Miyajima) (4)



Sugestão de roteiro para visitar Hiroshima
Com ritmo tranquilo e deslocamentos fáceis, são ideais 2 dias inteiros para visitar Hiroshima e Miyajima.
Dia 1 — Hiroshima
Hiroshima Peace Memorial Museum – o ponto de partida da visita (💎1) (⏱️60–90 min)
Cenotáfio Memorial da Paz – homenagem central às vítimas (💎1) (⏱️15–20 min)
Hypocenter Monument – breve parada no marco da explosão (💎2) (⏱️10 min)
Atomic Bomb Dome – ruína simbólica, visita externa (💎1) (⏱️15 min)
Orizuru Tower – vista panorâmica e exposições multimídia (💎3) (⏱️30 min)
Hiroshima Castle – exposições e vista do topo (💎2) (⏱️45 min)
Shukkeien Garden (opcional) – pausa tranquila no fim da tarde (💎3) (⏱️30–40 min)
Rua Hondori (opcional) : restaurantes e lojas típicas, além de centro comercial (💎3) (⏱️1h)
Dia 2 — Ilha de Miyajima (💎1) (⏱️4–5h)
Ferry para Itsukushima Island (Miyajima) (⏱️25-40min)
Trem e ferry até Miyajima (≈40 min total).
Santuário de Itsukushima – torii flutuante e salões sobre o mar (💎1) (⏱️60–90 min).
Rua Omotesando – lojinhas, ostras grelhadas e momiji manju (💎3) (⏱️1h).
Templo Daisho-in – caminho espiritual e esculturas budistas (💎2) (⏱️45 min).
Trilha ou teleférico ao Monte Misen – vistas do mar Interior (💎2) (⏱️1h30).
Retorno a Hiroshima ao final da tarde.
Dicas práticas para Hiroshima
Hospedagem: Reserve hospedagem próxima à estação ou ao Parque da Paz, mas dormir uma noite em Miyajima é também uma ótima experiência
Passe de transporte: use o One-Day Pass para uso ilimitado dos bondes e o JR Pass para o ferry de Miyajima.
Por do Sol: Dedique um pôr do sol inteiro à ilha de Miyajima — é inesquecível.
Marés: consulte horários para ver o torii “flutuando” ou caminhar até ele na maré baixa.
Comportamento: fale baixo e evite fotos desrespeitosas nas áreas memoriais.
Comida: não saia sem provar o okonomiyaki de Hiroshima e as ostras grelhadas de Miyajima.



Comentários